quarta-feira, 25 de novembro de 2009

crónica

Crónica Revista Focus

25/11/09

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Crónica

Crónica Revista Focus
18/11/2009

Ler… cada vez mais!

Cada vez os miúdos lêem mais, certo ou errado ? Da minha percepção, uma vez que passo metade da semana a dinamizar sessões de leitura nas escolas, acho que podemos dizer que sim! Esta é a boa noticia! Graças ao Plano Nacional de Leitura foi-se criando junto dos professores uma dinâmica e um entusiasmo crescentes. Equipam-se bibliotecas escolares, convidam-se autores, organizam-se sessões de escrita criativa e feiras do livro. É muito engraçado percorrer o país de escola em escola, privadas e públicas, e constatar como são tão diferentes as atitudes. Em qualquer escola seja de 1º, 2º ou 3º ciclo que vá visitar, há sempre dezenas de braços no ar. São quase infinitas as perguntas que os miúdos nos fazem. Mas enganam-se se pensam que os alunos querem mesmo saber a resposta. Nada disso! Para terem a certeza que “ corre bem” as perguntas vêm pensadas pelos professores e não por eles. A primeira coisa que lhes peço é para ignorarem os papeis, pois sem as cábulas é garantido que a curiosidade ganha outra dinâmica, as perguntas são muito mais espontâneas e verdadeiras normalmente relacionadas com os livros que estão a ler, com as historias que escrevo, com o que vem a seguir… As professoras amuam, mas eu estou-me marimbando porque o que gosto é de colher dos miúdos, o que a eles lhes importa saber . No entanto esta minha atitude já me trouxe alguns dissabores. Relembro uma sessão num Jardim de Infância da zona de Odivelas em que para ilustrar uma história pretendia ter o arrojo de desenhar dois ou três riscos à índio na cara de uma das crianças… ora a educadora que já ia desconfiada, olhando para mim – ave rara - dos pés à cabeça, constatando que ainda por cima devia ser alguma maluquinha para me deslocar à escola a título absolutamente voluntário; proibiu-me de tocar nas canetas de feltro, pois ali todos os miúdos eram alérgicos à tinta…. e que se pretendia fazer “pinturas faciais” teria de ter avisado atempadamente para que a escola pudesse adquirir esse tipo de material! Assim, sem mais nem menos… obedeci fulminada por um olhar zangado e limitei-me a contar a história a preto e branco quando o podia ter feito a cores. Mas, em matéria de imaginação, a minha maior tristeza prende-se normalmente, com as visitas a colégios privados. Ou porque me levam para um sala asséptica para que as criança não se distraiam (ora um bom contador de historias pode fazê-lo até no jardim zoológico que os miúdos não desviam a atenção nem um milímetro) ou porque não valorizam a biblioteca escolar, em que as estantes, quase vazias de novidades, estão cobertas de pó e fechadas a sete chaves. Os alunos só têm uma hora por semana – escrupulosamente marcada no horário –para lerem um livro, sem nunca o poderem levar para casa , não vá ele desaparecer, e o dinheirão que os pais pagam pelas mensalidades não cobrir o “ furto”. Se eu fosse aluna ali, não ficaria com certeza grande adepta da leitura… mas, projectos educativos, cada um escolhe o que quer.
Engraçado ver tanta assimetria pelo país fora! Apesar dos bons ou maus hábitos que professores e escolas ajudam a criar pela leitura, uma coisa é certa, o entusiasmo, o brilho e a luz nos olhos das nossas crianças esse, é igual em todo o lado, sempre com a virtude de me acender estrelas no coração.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Colecção 7 irmãos

Caros leitores,

Já foi lançado o 3º livro da Colecção 7 irmãos.

Deixo aqui as capas dos livros publicados até então:
- Maria, Os segredos da irmã mais velha
- Miguel, Nunca desiste
- Mónica, A Maria- Rapaz

Para mais informações clique no link ao lado e visite o blog dos 7 irmãos.


5/11/2009

Crónica do Jornal O Metro
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5/11/2009